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Para publicación inmediata: 20 de octubre de 2005


A 9a Assembléia do CMI será um momento significativo na história das igrejas latino-americanas

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Com um chamado a "orar, apoiar e participar" da 9a Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que acontecerá em Porto Alegre em fevereiro, concluiu-se o encontro preparatório celebrado por representantes de igrejas e organismos ecumênicos da região, em Mendes, Brasil, de 16 a 18 de outubro.

A 9a Assembléia do CMI "será, certamente, um momento significativo na história da nossa caminhada no continente" afirmam, em carta às igrejas da região, os cerca de 60 participantes do encontro.

Por essa razão, a carta convida as igrejas a "orarem, apoiarem e participarem" da Assembléia. Mais do que isso, enfatiza especialmente a necessidade de "estimularem e motivarem a participação da juventude", como uma "contribuição à construção de um novo movimento ecumênico latino-americano".

"A juventude está preparada e disposta a dar sua contribuição", disse, em nome dos jovens, o nicaragüense Ashley Hodgson, encarregado do Caribe na pastoral da juventude do Conselho Latinoamericano de Igrejas.

"Quando propusemos ao Conselho realizar a 9a Assembléia em Porto Alegre, foi porque vemos lá um laboratório de algo novo que se está gestando, um laboratório de esperança", disse o bispo emérito Federico Pagura, presidente do CMI pela América Latina.

"Em Porto Alegre, berço do Fórum Social Mundial, escutaremos o desafio que nos lançam os movimentos sociais: Vocês também crêem que outro mundo é possível, que é necessário, urgente, indispensável?" A assembléia será uma oportunidade para "buscar a resposta em oração e esperança".

Os participantes da reunião preparatória refletiram sobre a contribuição das igrejas da região à assembléia.

"Há muito com que podemos contribuir", afirmou Nélida Ritchie, bispa da Igreja Evangélica Metodista Argentina. Por exemplo, "a necessidade inevitável de basear a busca da unidade cristã na busca de justiça". Ou, "o impulso de ampliar o espaço ecumênico para além dos que professam a fé em Cristo".

Ritchie propôs "superar a atitude politicamente correta e falar a partir do coração, das vivências de sofrimento, mas também da resistência com dignidade" das igrejas da região. "Não esperemos, como latinoamericanos, causar um impacto na assembléia a partir dos números, porque não os temos, mas o causemos trabalhando a partir das frestas", sugeriu.
Os participantes receberam informações e debateram o programa e os procedimentos da Assembléia, especialmente a novidade da tomada de decisões por consenso. O pastor cubano presbiteriano Héctor Méndez, membro do comitê central do Conselho, destacou os benefícios que se esperavam da nova metodologia, e enfatizou que, havendo sido adotada recentemente, ainda está em período de testes.

Reunidos durante a semana anterior ao referendo sobre a proibição do comércio de armas no Brasil, os participantes do encontro preparatório para a Assembléia do CMI manifestaram seu apoio decidido "à campanha das igrejas pelo 'Sim à vida' e 'não' à comercialização de armas".

Em sua mensagem, os participantes transmitem as "preocupações, esperanças e sonhos" identificados no encontro. "Reconhecemos", dizem, "nossas falhas e limitações como igrejas" diante desses grandes desafios atuais. E manifestam estar abertos à "ação transformadora de Deus em nossas vidas, em nossas igrejas e em todo o nosso mundo".

O texto completo da carta é disponivel em:
http://www.wcc-assembly.info/en/about-the-assembly/pre-assembly-events/latin-america/as-igrejas-da-america-latina.html

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